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Arte da África Austral

A África Austral — África do Sul, Zimbabué, Moçambique, Namíbia, Botsuana e os seus vizinhos — guarda alguma da arte mais antiga do mundo, do desenho de Blombos às pinturas rupestres dos san. Produziu o rinoceronte de ouro de Mapungubwe e as aves de esteatite do Grande Zimbabué, as casas pintadas e as missangas dos ndebele e dos zulu, a escultura moderna em pedra do Zimbabué e o moçambicano Malangatana, e uma cena contemporânea centrada em Joanesburgo e na Cidade do Cabo.

Atualizado a 3 min de leitura

A arte mais antiga

A África Austral guarda o mais antigo desenho conhecido — um padrão tracejado numa lasca de pedra da gruta de Blombos, com cerca de 73 000 anos — e as placas pintadas da gruta Apollo 11, na Namíbia. Os san e os seus antepassados pintaram e gravaram durante milénios os abrigos rochosos de toda a região, do Drakensberg às colinas de Tsodilo e a Twyfelfontein. Veja a arte rupestre africana.

Mapungubwe e o Grande Zimbabué

Nas margens do rio Limpopo, o reino de Mapungubwe floresceu no século XIII; os seus túmulos reais continham objetos de ouro, incluindo um pequeno rinoceronte de ouro que se tornou um tesouro nacional da África do Sul. O Grande Zimbabué, que floresceu aproximadamente entre os séculos XI e XV, ergueu grandes recintos de pedra seca e esculpiu aves de esteatite que são hoje o emblema do Zimbabué. Ambos são Património Mundial.

Pintura, missangas e barro

As mulheres ndebele da África do Sul pintam as paredes das casas com motivos geométricos ousados e fazem aventais, capas e mantas de missangas; Esther Mahlangu levou a tradição a Paris e a um BMW. As missangas zulu e xhosa e os potes de cerveja zulu, negros e brunidos, estão entre as artes mais conhecidas da região. Veja as missangas africanas e a cerâmica africana.

A arte moderna

Na África do Sul do apartheid, alguns centros de arte ofereceram aos artistas negros a formação que lhes era negada noutros lados: o centro de Polly Street, em Joanesburgo, a partir de 1949, e o centro de arte e artesanato de Rorke's Drift, no KwaZulu-Natal, a partir do início dos anos 1960, famoso pela gravura e pela tecelagem; foi lá que se formou o gravador namibiano John Muafangejo. Gerard Sekoto (1913–1993), que pintou a vida dos townships e partiu para Paris em 1947, tornou-se uma figura fundadora do modernismo negro sul-africano.

Na Rodésia, o atual Zimbabué, cresceu a partir do final dos anos 1950 um movimento moderno de escultura em pedra. Em Moçambique, Malangatana pintou telas visionárias e murais, e no norte os macondes esculpiram máscaras e escultura em pau-preto.

Entre os pintores, J. H. Pierneef fixou a imagem da paisagem sul-africana em vistas ordenadas e geométricas; Irma Stern trouxe o expressionismo alemão nos anos 1920 e pintou os seus célebres retratos em Zanzibar e no Congo; e Vladimir Tretchikoff, desprezado pela crítica, fez de Chinese Girl uma das imagens mais reproduzidas do século. Veja a nossa lista de artistas sul-africanos.

A arte contemporânea

A África do Sul tem uma das cenas de arte contemporânea mais fortes do continente, com o Zeitz MOCAA e a Norval Foundation na Cidade do Cabo, a Johannesburg Art Gallery e feiras nas duas cidades. Entre os seus artistas mais conhecidos estão William Kentridge, conhecido pelos desenhos animados a carvão, a pintora Marlene Dumas e Zanele Muholi, que alia fotografia e ativismo visual. Veja a arte africana contemporânea e a fotografia africana.

Os fotógrafos do país documentaram o apartheid com risco de vida: Peter Magubane e Ernest Cole nos anos 1950 e 1960, David Goldblatt durante seis décadas e Sam Nzima, cuja fotografia de 1976 do jovem Hector Pieterson a morrer correu o mundo. No início dos anos 1990, o Bang-Bang Club cobriu a violência nos townships antes das eleições de 1994. Veja a nossa lista de fotógrafos sul-africanos. Roger Ballen, nascido em Nova Iorque e a viver em Joanesburgo desde 1982, passou do retrato documental da África do Sul rural a interiores encenados e inquietantes.

A música

Do jazz dos townships e do kwaito ao amapiano, a house que conquistou as pistas de dança de África e do mundo, a música da África Austral é tão inventiva como a sua arte.

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