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Fotógrafo e pintor · África do Sul

Zwelethu Mthethwa

Zwelethu Mthethwa (nascido em 1960) é um fotógrafo e pintor sul-africano cujos grandes retratos a cores de pessoas nas suas casas e locais de trabalho foram expostos em grandes museus a partir dos anos 1990. Em 2017, o Supremo Tribunal do Cabo Ocidental condenou-o pelo homicídio, em 2013, de Nokuphila Kumalo, uma trabalhadora do sexo de 23 anos, em Woodstock, na Cidade do Cabo, e sentenciou-o a 18 anos de prisão.

Atualizado a 2 min de leitura

Zwelethu Mthethwa nasceu em Durban em 1960. Estudou na Michaelis School of Fine Art da Universidade da Cidade do Cabo e, nos Estados Unidos, com uma bolsa Fulbright, obteve em 1989 um mestrado em artes da imagem no Rochester Institute of Technology. A partir de 1994 ensinou fotografia e desenho em Michaelis, que deixou em 1999 para se dedicar inteiramente à sua arte. Nos anos 1990 ficou conhecido por grandes fotografias a cores de pessoas de bairros informais e zonas rurais, posando nas suas próprias casas — paredes forradas com páginas de revistas e embalagens —, e mais tarde de trabalhadores. Contra a tradição documental a preto e branco da fotografia do apartheid, os retratos insistiam na cor, na dignidade e nas escolhas que as pessoas faziam sobre como eram vistas. A sua obra entrou em grandes coleções e foi mostrada internacionalmente, incluindo Inner Views no Studio Museum do Harlem em 2010; uma fonte cita o Metropolitan Museum of Art, o Centro Pompidou e o Victoria and Albert Museum entre as coleções que a guardam.

Em abril de 2013, Nokuphila Kumalo, de 23 anos, foi espancada e pontapeada até à morte numa rua de Woodstock, na Cidade do Cabo. Imagens de videovigilância registaram a agressão, e a acusação situou o carro de Mthethwa no local. Ele negou a acusação e não testemunhou. Em março de 2017, depois de um julgamento de quase quatro anos, o Tribunal Superior do Cabo Ocidental declarou-o culpado de homicídio e, em junho de 2017, condenou-o a 18 anos de prisão. A juíza, Patricia Goliath, fixou a pena acima do mínimo de 15 anos para homicídio com intenção, rejeitando os argumentos de que a prisão o impediria de sustentar familiares, e disse que a sua reputação de artista não lhe valia tratamento especial.

O caso, e a campanha das organizações de defesa dos direitos das trabalhadoras do sexo que o acompanharam, levantou no mundo da arte perguntas duras sobre como este tratava um artista célebre acusado de matar uma mulher pobre.

Como olhar para as fotografias agora: as imagens em si não mudaram, mas a pergunta sobre quem está atrás da câmara e quem está à frente não pode ser posta de lado. A sua maior qualidade era a evidente voz que os retratados tinham sobre como eram vistos, e é esse ponto que se deve reter ao ler a história posterior. Esta leitura é própria deste site.

Onde ver a obra

As coleções citadas acima são as que uma única fonte nomeia, e não confirmámos o que cada uma mostra atualmente. Pergunte a cada museu se há obra em exposição antes de viajar. Veja a nossa lista de artistas da África do Sul.

Fotojornalista

Anton Hammerl

África do Sul · 1969–2011

Anton Hammerl, fotojornalista sul-africano e austríaco, foi morto pelas forças líbias perto de Brega em abril de 2011; a morte foi escondida seis semanas.

Fotógrafo de vida selvagem

Austin Stevens

África do Sul · 1950–

Austin Stevens, herpetólogo e fotógrafo de vida selvagem nascido na África do Sul, apresentou Snakemaster e viveu 107 dias numa jaula com 36 serpentes.

Pintor e escultor

Dumile Feni

África do Sul · 1942–1991

Dumile Feni, o «Goya dos townships», desenhou o sofrimento do apartheid em figuras poderosas e deformadas, como African Guernica (1967), antes do exílio.

Guia

Arte africana contemporânea

O que é a arte africana contemporânea, as exposições e curadores que a levaram ao mundo, os artistas a conhecer e os museus, bienais e feiras.