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Pintor e escultor · Tanzânia

George Lilanga

George Lilanga (1934-2005) foi um pintor e escultor tanzaniano de origem maconde, radicado em Dar es Salaam. Começou como entalhador de shetani, as figuras de espíritos da escultura maconde moderna, e desenvolveu um estilo vivo e bem-humorado de pintura, gravura e talha em que multidões de figuras de membros longos e orelhas grandes dançam, discutem e celebram. A sua obra foi mostrada em todo o mundo, de uma exposição de artistas africanos em Washington por volta de 1978 até à Africa Remix em 2004.

Atualizado a 2 min de leitura

George Lilanga

George Lilanga nasceu entre os macondes, um povo famoso pela sua escultura em madeira, no distrito de Masasi, no sul da Tanzânia. Dizia ter nascido em 1934 na aldeia de Kikwetu, embora uma fonte indique 1935. Cresceu a esculpir e a modelar figuras de barro e, como muitos artistas macondes, mudou-se para Dar es Salaam, onde a escultura para colecionadores se tornara um meio de vida. No início dos anos 1970 entrou para a Nyumba ya Sanaa, a «Casa da Arte» (hoje Centro Cultural Nyerere), onde se formavam artistas e se vendia a sua obra; segundo um relato, foi ali contratado primeiro como guarda, até que o interesse de um funcionário pelas suas esculturas mudou as suas funções, e então acrescentou o desenho e a pintura. Algumas fontes dizem que cofundou o centro em 1973, mas não vimos isso confirmado de forma independente.

As suas primeiras obras foram esculturas de shetani, os seres espirituais que os escultores macondes tinham começado a inventar nos anos 1950 (veja a arte maconde). Lilanga transformou esses espíritos no seu próprio mundo de figuras: corpos de borracha, orelhas grandes, olhos arregalados e dedos compridos, que dançam, tocam música, mexericam e se metem em sarilhos. Levou-os da madeira para a pintura, a água-forte e os painéis pintados, enchendo a superfície de multidões em cores planas e vivas. Por trás do humor há muitas vezes um comentário sobre a vida quotidiana, o dinheiro, a saúde e a política na Tanzânia.

Uma exposição coletiva de artistas africanos em Washington, em que grande parte das obras eram suas, deu-lhe fama no estrangeiro; as fontes datam-na de 1978 ou 1979 e uma diz que 100 das 280 obras mostradas eram suas. Sob a influência da escola Tingatinga começou a produzir por volta de 1980 coloridas pinturas de animais. Mais tarde expôs na Europa, no Japão e nos Estados Unidos e em grandes panoramas como a Africa Remix (2004), uma mostra de 137 obras de 88 artistas de 25 países, lançada por Jean-Hubert Martin, que fora curador de Magiciens de la Terre em 1989. Morreu em Dar es Salaam em junho de 2005.

Como olhar para um Lilanga: siga os membros e as orelhas das figuras, que levam o movimento, e depois leia as letras e as pequenas cenas que preenchem os espaços; a multidão está disposta de modo que cada figura tenha algo para fazer. Esta leitura é própria deste site. A galeria Magnin-A, em Paris, conta-o entre os seus artistas, e casas de leilões como a Art Auction East Africa venderam a sua obra; não confirmámos uma exposição permanente num museu. O seu estilo bem-humorado e apinhado liga-o à outra tradição de pintura popular da Tanzânia, a pintura tingatinga. Veja a arte da África Oriental.

Pintora e artista

Lubaina Himid

Tanzânia · 1954–

Lubaina Himid, nascida em Zanzibar em 1954, foi em 2017 a primeira mulher negra a ganhar o Prémio Turner. Representa o Reino Unido na Bienal de Veneza de 2026.

Escultor e pintor

Adam Henein

Egito · 1929–2020

Adam Henein esculpiu em granito e bronze figuras serenas e intemporais, dirigiu o restauro da Grande Esfinge e fundou o simpósio de escultura de Assuão.

Pintor e vitralista

Afewerk Tekle

Etiópia · 1932–2012

Afewerk Tekle, o pintor mais famoso da Etiópia, criou os enormes vitrais do Africa Hall de Adis Abeba e pintou a história e o povo do seu país.

Guia

História da arte africana

A arte africana, do desenho de Blombos (73 000 anos) a Nok, Ifé e Benim, das máscaras e têxteis ao modernismo e aos artistas de hoje: uma história breve.