Fotógrafo · Gana
James Barnor
James Barnor (nascido em 1929) é um fotógrafo ganês cuja carreira atravessa a independência do Gana e a Londres dos anos 1960. Dirigiu o estúdio Ever Young em Acra nos anos 1950, fotografou a chegada da independência, fez fotografias de moda e capas para a revista Drum em Londres nos anos 1960 e voltou ao seu país em 1969 para ajudar a montar a revelação a cores no Gana. Uma grande retrospetiva na Serpentine, em Londres, em 2021, levou a sua obra a um vasto público novo.
Atualizado a 2 min de leitura
James Barnor nasceu em Acra em 1929 e, depois de uma aprendizagem com um familiar, abriu o seu estúdio, Ever Young, no bairro de Jamestown, em Acra, no início dos anos 1950. Fez retratos das gentes da cidade e, como fotógrafo de imprensa do Daily Graphic, cobriu os acontecimentos políticos que levaram o Gana a ser, em 1957, o primeiro país da África subsariana a conquistar a independência do domínio colonial.
Em 1959 mudou-se para Londres, onde estudou fotografia no Medway College of Art, no Kent, trabalhou na Colour Processing Laboratories, o maior laboratório de fotografia a cores de Inglaterra, e recebeu encomendas da Drum, a influente revista sul-africana, fotografando moda e retratos de londrinos negros, modelos e celebridades de visita, muitos deles para as capas. As suas imagens estão entre os registos mais vivos da diáspora africana na Grã-Bretanha dos anos 1960.
Em 1969 regressou ao Gana como representante da firma belga Agfa-Gevaert e ajudou a fundar o primeiro laboratório de fotografia a cores do país; continuou a trabalhar durante décadas. James Barnor: Accra/London – A Retrospective, a mostra de 2021 na Serpentine North Gallery, foi a sua maior exposição até então e concentrou-se nos anos 1950 a 1980; as fontes indicam datas de abertura ligeiramente diferentes, mas prolongou-se até outubro.
Como olhar para Barnor: veja as duas cidades a falar uma com a outra. Os retratos de estúdio de Acra e as imagens de rua e de estúdio de Londres partilham uma calidez e a sensação de que as pessoas escolhem como ser vistas, e as primeiras provas são a preto e branco em gelatina de prata, pelo que a chegada da cor na sua obra posterior é ela própria parte da história. Esta leitura é própria deste site.
Onde ver a obra
As páginas da Serpentine, a página da exposição Ever Young da Contact Photo, a LUMA Arles e a página da galeria CIRCA documentam o seu arquivo e as suas mostras, e a base de dados do museu de Bard regista-o. Pergunte a cada um o que está em exposição. Meio século depois das suas capas da Drum, Misan Harriman foi o primeiro homem negro a fotografar uma capa da British Vogue. Veja a nossa lista de fotógrafos africanos e a página sobre a fotografia africana.


