Género musical · Senegal
Mbalax
O mbalax é a música de dança popular do Senegal, construída sobre os ritmos dos tambores sabar wolof e do tama, o tambor falante, combinados com guitarras elétricas, teclados, sopros e influências de música cubana, soul e rock. Ganhou forma em Dacar nos anos 1970, e Youssou N'Dour, com a sua banda Super Étoile de Dakar, tornou-o famoso no mundo inteiro.
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Das orquestras cubanas aos tambores wolof
Nos anos 1960 as bandas mais populares de Dacar tocavam música cubana: son, cha-cha e pachanga, muitas vezes cantados num espanhol aproximado. A Star Band, a principal banda da cidade, era uma delas. Durante os anos 1970, os músicos começaram a trazer para esta música os ritmos do Senegal — sobretudo o sabar, a família de tambores wolof tocados em casamentos, combates de luta e festas de rua, e o tama, um pequeno tambor falante seguro debaixo do braço.
A própria palavra mbalax vem do nome de um ritmo de acompanhamento do sabar. À medida que os tambores passaram para a frente, o som tornou-se inconfundivelmente senegalês.
Youssou N'Dour
Youssou N'Dour já cantava com a Star Band na adolescência. Em 1979 formou a sua própria banda, a Étoile de Dakar, mais tarde rebatizada Super Étoile de Dakar, com a qual se tornou a figura principal do mbalax. A sua voz — aguda, penetrante, enraizada no canto dos griôs wolof — e a percussão rápida e precisa da banda levaram esta música à Europa e à América do Norte nos anos 1980.
A fama internacional atingiu o auge com «7 Seconds», o dueto de 1994 com Neneh Cherry, um êxito em toda a Europa. No Senegal continuou a ser uma figura nacional: músico, empresário e, durante algum tempo, ministro.
O som
- Padrões rápidos e crepitantes de sabar e tama, entrelaçados com a bateria.
- Guitarras elétricas e teclados a tocar figuras curtas e repetidas.
- Voz principal em wolof, muitas vezes com cantos de louvor, provérbios e comentário social.
- Pausas para dançar em que os tambores tomam conta de tudo.
Para lá de Youssou
Omar Pene e a sua banda Super Diamono, bem como o cantor Thione Seck, foram outros gigantes do género. As gerações seguintes, incluindo Viviane Chidid, aproximaram o mbalax do pop e do R&B. O estilo continua a ser a banda sonora dos casamentos, da vida noturna e da televisão senegalesa.
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O mbalax cresceu na Dacar moldada pela Escola de Dacar e pelo seu festival de 1966. A sua fusão de ritmo local e influência caribenha tem paralelo na rumba congolesa, e o seu lado político lembra o afrobeat. Para imagens da juventude da África Ocidental da mesma época, veja as fotografias de Malick Sidibé.
