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Rumba congolesa
A rumba congolesa é a música de dança urbana que cresceu no final dos anos 1940 e nos anos 1950 em Léopoldville (Kinshasa) e Brazzaville, nas duas margens do rio Congo, misturando os discos de son e rumba cubanos com ritmos e línguas da África Central. Produziu estrelas como Wendo Kolosoy, Le Grand Kallé, Franco e Papa Wemba, espalhou-se por África e foi inscrita pela UNESCO no património cultural imaterial em dezembro de 2021.
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Discos cubanos no rio Congo
Nos anos 1940, os discos de son e rumba cubanos — passados nas rádios e vendidos por comerciantes — fizeram enorme sucesso nas duas capitais gémeas, Léopoldville e Brazzaville. Os músicos congoleses ouviram neles algo familiar: ritmos que tinham viajado da África Central para as Caraíbas com pessoas escravizadas e que agora regressavam. Começaram a tocar as suas versões, à guitarra, em lingala.
Em 1948 Wendo Kolosoy gravou «Marie-Louise», escrita com Henri Bowane, para a nova editora Ngoma, em Léopoldville. Foi um êxito em toda a região e é muitas vezes apontada como o primeiro grande disco de rumba congolesa.
As grandes orquestras
Os anos 1950 e 1960 foram a era das grandes bandas. Joseph Kabasele, «Le Grand Kallé», liderou a African Jazz, cujo «Indépendance Cha Cha» se tornou o hino da independência do Congo em 1960. Franco Luambo Makiadi fundou a OK Jazz em 1956; rebatizada TPOK Jazz, tornou-se durante três décadas a banda mais famosa de África, com a guitarra de Franco no centro. Tabu Ley Rochereau modernizou o som e levou-o aos palcos internacionais.
Sebene e soukous
A parte mais característica de uma canção de rumba é o sebene: a secção de guitarra rápida e repetitiva, normalmente na segunda metade, onde começa a dança. As gerações seguintes aceleraram-no e construíram canções inteiras à sua volta, dando origem ao soukous e depois ao ndombolo, as danças frenéticas dos anos 1980 e 1990.
Papa Wemba, estrela dos Zaïko Langa Langa antes de fundar os Viva la Musica, tornou-se uma figura internacional e um ícone dos sapeurs, os elegantes amantes da moda de Kinshasa. Koffi Olomide e muitos outros levaram esta música para o século XXI.
O reconhecimento da UNESCO
Em dezembro de 2021 a UNESCO inscreveu a rumba congolesa na sua Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade, na sequência de uma candidatura conjunta da República Democrática do Congo e da República do Congo — uma rara candidatura partilhada pelos dois países das margens do rio.
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