Fotojornalista e ativista · Quénia
Boniface Mwangi
Boniface Mwangi (nascido em 1983) é um fotojornalista e ativista político queniano. As suas fotografias da violência que se seguiu às eleições de 2007 no Quénia valeram-lhe duas vezes o prémio CNN MultiChoice de fotojornalista africano do ano. Levou as imagens para a rua numa exposição itinerante, fundou o espaço criativo PAWA254 e dedicou-se ao ativismo e à política.
Atualizado a 2 min de leitura
Boniface Mwangi nasceu em 1983 e cresceu em Nairobi. Tornou-se fotógrafo do quadro do The Standard, um dos principais jornais do Quénia.
Depois das disputadas eleições presidenciais de dezembro de 2007, a violência entre apoiantes de candidatos rivais e entre comunidades étnicas matou mais de mil pessoas e deslocou centenas de milhares. Mwangi fotografou-a desde os primeiros dias, e algumas das suas imagens eram demasiado violentas para os jornais as publicarem. O trabalho desses meses valeu-lhe o prémio CNN de Fotojornalista Africano do Ano, que recebeu em 2008 e em 2010.
Convencido de que os quenianos precisavam de ver o que acontecera para que não se repetisse, criou Picha Mtaani («fotos de rua»), uma exposição itinerante mostrada em cidades de todo o país. Picha Mtaani teve o apoio das Nações Unidas e apostou na reconciliação através da fotografia e do debate. A PAWA254, um espaço de Nairobi para artistas, jornalistas e ativistas, foi fundada em 2010 segundo uma fonte e em 2012 segundo outra. Tornou-se um dos ativistas mais conhecidos do Quénia, em campanha contra a corrupção e a violência policial. Em 2017 candidatou-se ao lugar de deputado pelo círculo de Starehe, pelo seu partido, o Ukweli, e perdeu para o músico Charles Njagua Kanyi, conhecido como Jaguar; a sua detenção nesse ano, após um protesto com porcos junto ao Parlamento, foi noticiada pela CNN.
Como olhar para as imagens de 2007-2008: são prova antes de serem arte. Repare em quem está no enquadramento e em quem não está, e naquilo de que o fotógrafo escolheu aproximar-se; Mwangi disse que os quenianos precisavam de ver o que acontecera para que não se repetisse, e a exposição de rua foi pensada para pôr essa prova em lugares públicos. Esta leitura é própria deste site.
Onde ver a obra
A Noorderlicht, a organização neerlandesa de fotografia, tem um perfil do seu trabalho, e a PAWA254, em Nairobi, é o lugar onde perguntar por exposições e palestras em curso. Veja também Mohamed Amin e a nossa lista de fotógrafos africanos.
