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Artista · Egito

Anna Boghiguian

Anna Boghiguian (nascida em 1946) é uma artista egípcia de ascendência arménia, nascida no Cairo. Levando uma vida quase nómada entre o Cairo, a Índia e a Europa, faz desenhos expressivos, pinturas, livros de artista e grandes instalações sobre as cidades, a história, o comércio e as pessoas que neles se veem envolvidas. Expôs na Documenta 13, na Bienal de Istambul e na Bienal de Veneza, e a sua obra está em coleções como a do Museum of Modern Art de Nova Iorque.

Atualizado a 2 min de leitura

Anna Boghiguian nasceu no Cairo em 1946 numa família arménio-egípcia. Licenciou-se em 1969 na Universidade Americana do Cairo, em economia e ciência política, e depois obteve um BFA em artes visuais e música na Universidade Concordia, em Montreal. Desde então vive em movimento, entre o Cairo, a Índia, o Canadá e a Europa, desenhando e pintando onde quer que vá; a viagem em si tornou-se o seu método.

O seu trabalho começa pelo desenho: figuras e vistas de cidades rápidas e expressivas a caneta, aguarela e guache, muitas vezes com palavras escritas por cima, reunidas em cadernos e livros de artista. Nos últimos anos esses desenhos cresceram até se tornarem grandes instalações que combinam pinturas, figuras recortadas, mapas, velas, sal e cera de abelha. Tratam de grandes temas — a história de cidades como o Cairo e Istambul, o colonialismo, o comércio do algodão e do sal, a guerra e a migração — através da vida de gente comum.

Expôs na Documenta 13, em Kassel, em 2012, e participou na 14.ª Bienal de Istambul em 2015. Em 2015 esteve também entre os artistas do Pavilhão da Arménia na Bienal de Veneza, que ganhou o Leão de Ouro de melhor participação nacional. Seguiram-se exposições individuais no Castello di Rivoli (de 19 de setembro de 2017 a 7 de janeiro de 2018), no New Museum, em Nova Iorque (2018), e na Tate St Ives (2019). Uma notícia de 2024 indica que ia receber o 30.º Prémio Wolfgang Hahn.

Como olhar para uma instalação de Boghiguian: percorra-a como se percorre uma cidade, lendo as figuras e a escrita à medida que passa, porque a obra é feita de fragmentos que se somam devagar. Os materiais — sal, velas, cera de abelha — fazem eles próprios parte da história que ela conta. Esta leitura é própria deste site.

Onde ver a obra

O Museum of Modern Art de Nova Iorque, o Guggenheim Abu Dhabi, o Art Institute of Chicago e o Castello di Rivoli figuram entre as coleções que guardam a sua obra, e a galeria Sfeir-Semler, em Hamburgo e Beirute, representa-a. Pergunte a cada um o que está em exposição. Veja Wael Shawky, Ghada Amer, o nosso guia das mulheres artistas africanas e a nossa lista de pintores africanos.

Escultor e pintor

Adam Henein

Egito · 1929–2020

Adam Henein esculpiu em granito e bronze figuras serenas e intemporais, dirigiu o restauro da Grande Esfinge e fundou o simpósio de escultura de Assuão.

Pintor e ministro

Farouk Hosny

Egito · 1938–

Farouk Hosny, pintor abstrato de Alexandria, foi ministro da Cultura do Egito de 1987 a 2011 e perdeu por pouco a corrida à direção da UNESCO em 2009.

Artista

Ghada Amer

Egito · 1963–

Ghada Amer, nascida no Cairo, borda imagens de mulheres e palavras nas suas pinturas e faz de um ofício «feminino» uma linguagem do desejo e da liberdade.

Guia

Arte africana contemporânea

O que é a arte africana contemporânea, as exposições e curadores que a levaram ao mundo, os artistas a conhecer e os museus, bienais e feiras.