Pintor e ministro · Egito
Farouk Hosny
Farouk Hosny (nascido em 1938) é um pintor abstrato e antigo político egípcio. Formado na Faculdade de Belas-Artes de Alexandria, trabalhou como diplomata cultural em Paris e Roma antes de ser ministro da Cultura do Egito de 1987 a 2011, o membro mais duradouro do governo de Hosni Mubarak. Em 2009 era o favorito para diretor-geral da UNESCO, mas perdeu depois da polémica sobre declarações suas. Ao longo de todo esse tempo continuou a pintar grandes abstrações coloridas.
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Alexandria
Farouk Hosny nasceu em Alexandria em 1938 e cresceu na cidade, junto ao mar que, disse mais tarde, moldou o seu sentido da cor e do espaço. Estudou na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Alexandria, onde se formou em 1964, e começou a expor como pintor.
Paris e Roma
Em vez de ensinar ou de viver apenas da pintura, entrou na administração cultural. Depois de se formar, dirigiu o Palácio da Cultura Al-Anfoushy, em Alexandria, de 1969 a 1971, e trabalhou depois no centro cultural egípcio de Paris nos anos 1970, uma década que o pôs em contacto com a arte abstrata europeia. Em 1979 foi para Roma como subdiretor e depois diretor da Academia do Egito. Nas duas cidades continuou a pintar e a mostrar o seu trabalho, e o seu estilo passou do expressionismo para a abstração.
Ministro da Cultura
Em 1987, o presidente Hosni Mubarak nomeou-o ministro da Cultura, cargo que ocupou até à revolução de 2011 — quase vinte e quatro anos. Supervisionou grandes projetos, entre eles o restauro do Cairo islâmico e da Grande Esfinge, o planeamento do Grande Museu Egípcio, novos museus e um programa anual de exposições e festivais. Nomeou o escultor Adam Henein para dirigir a equipa de conceção do restauro da Esfinge e apoiou o simpósio de escultura de Assuão fundado por Henein.
O seu mandato também foi polémico: os críticos acusaram o ministério de censura, e o incêndio num teatro em Beni Suef em 2005, que matou dezenas de pessoas, levou a pedidos de demissão. Apresentou a demissão em setembro de 2005, e o presidente Mubarak reconduziu-o alguns dias depois. Em 2009 foi o candidato do Egito à direção da UNESCO e era visto como favorito, mas uma frase que tinha dito no parlamento sobre queimar livros israelitas, pela qual depois pediu desculpa, virou muitos países contra ele. Perdeu a votação final para Irina Bokova, por 31 votos contra 27.
O pintor
Hosny sempre se apresentou primeiro como pintor. As suas telas são abstratas: largos campos de cor, gestos e texturas, que por vezes sugerem a luz, o mar ou a paisagem, muitas vezes em vermelhos, azuis e tons de terra intensos. Uma boa porta de entrada na obra é uma exposição na Picasso Gallery, em Zamalek, no Cairo, de cerca de quarenta quadros em que, segundo a descrição do Ahram Online, trata as galáxias e o espaço aberto como um astronauta os poderia ver; a cobertura destacou também a cor viva e as delicadas marcas caligráficas que constroem as telas. Procure essas marcas ao percorrer a tela: os grandes campos de cor são sustentados por linhas finas que parecem escrita.
Tinha mostrado um novo conjunto de quadros na Zamalek Art Gallery, no Cairo, em 2007, ainda como ministro. A sua obra também foi mostrada fora do Egito. Em 1999, o Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque associou as suas pinturas, cerca de trinta e quatro, à escultura de Adam Henein numa exposição de arte egípcia contemporânea, e o Met publicou um catálogo, Farouk Hosny / Adam Henein: Contemporary Egyptian Artists and Heirs to an Ancient Tradition.
Onde ver a obra
Em janeiro de 2026, a Fundação Farouk Hosny para a Cultura e as Artes, que fundou em 2019, abriu o Farouk Hosny Museum of Arts em Zamalek, no Cairo. Mostra as suas próprias pinturas e a sua coleção pessoal de arte egípcia e internacional, com obras de Mahmoud Saïd, Adam Henein e Giorgio de Chirico, e tem uma biblioteca especializada. Consulte o sítio da fundação para os horários.
Ver também
Os pintores Mahmoud Saïd, também de Alexandria, e Hussein Bicar; o escultor Adam Henein; a arte do Norte de África; e a nossa lista de pintores africanos.

