Artista · Sudão
Ahmed Umar
Ahmed Umar (nascido em 1988) é um artista sudanês-norueguês que vive em Oslo. Cresceu numa família conservadora no Sudão e chegou à Noruega como refugiado em 2008. Formado na Academia Nacional das Artes de Oslo, trabalha com cerâmica, têxteis, joalharia, gravura, fotografia e performance, e parte das tradições sudanesas para falar de fé, sexualidade e do silêncio imposto às vidas queer. Participou na Bienal de Veneza de 2024.
Atualizado a 2 min de leitura
Ahmed Umar nasceu no Sudão em 1988 e cresceu numa família religiosa e conservadora. O Sudão era então um dos poucos países onde as relações entre pessoas do mesmo sexo podiam ser punidas com a morte, e em 2008 partiu e chegou à Noruega como refugiado. Quando mais tarde assumiu publicamente a sua orientação, muitos na comunidade sudanesa viraram-se contra ele, história contada no documentário The Art of Sin (2020).
Estudou na Academia Nacional das Artes de Oslo, onde fez uma licenciatura em gravura e depois um mestrado em belas-artes em 2016. O seu trabalho circula entre materiais: cerâmica, têxteis bordados e tecidos, joalharia, estampas, fotografias e performances. Grande parte bebe da cultura sudanesa, das tradições de casamento e dos ofícios com que cresceu aos faraós negros do antigo reino de Kush, e usa-as para contar histórias pessoais de fé, desejo, família e exílio.
A sua obra foi amplamente mostrada na Noruega e internacionalmente, incluindo a Bienal de Veneza de 2024, Foreigners Everywhere, onde foi a sua primeira presença na Biennale Arte, e o Museu Nacional de Oslo comprou as suas esculturas Glowing Phalanges em 2024. Foi um dos quatro nomeados para o Lorck Schive Art Award em 2023, e a Frieze incluiu-o entre dez artistas a seguir em 2025.
Em Veneza mostrou Talitin, The Third (2023), que encena uma dança nupcial sudanesa que tradicionalmente encerra celebrações de casamento de uma semana.
Como olhar para um Umar: o tato é o tema. As esculturas são montadas com pele, madeira, gesso e amuletos antigos, e os têxteis trazem trabalho manual; aproxime-se e leia os materiais como leria um texto. Esta leitura é própria deste site.
Onde ver a obra
O Museu Nacional de Oslo guarda as obras Glowing Phalanges, e a Oslo Contemporary representa-o. Pergunte a cada um o que está em exposição. Veja o modernista sudanês Ibrahim El-Salahi e o nosso guia da arte africana contemporânea.
