Fotojornalista · Nigéria
Sani Maikatanga
Sani Maikatanga (nascido em 1975) é um fotojornalista e fotógrafo documental nigeriano radicado em Kano. É conhecido pelas imagens da cultura e da vida tradicional do norte da Nigéria, sobretudo do Festival de Pesca de Argungu, e trabalhou para publicações em hauçá e para títulos nacionais como o Leadership e o Daily Trust.
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Sani Mohammed Maikatanga nasceu em 1975 em Kano, a maior cidade do norte da Nigéria, e começou a fotografar como aluno do ensino secundário, no início dos anos 1990. Em 2000 começou a trabalhar como repórter e fotógrafo na Fim, uma revista popular sobre Kannywood, a indústria cinematográfica em língua hauçá com sede em Kano. Colaborou com o jornal Leadership em 2005-2006, entrou para a Media Trust, editora do Daily Trust, em 2009, e saiu em 2021 para abrir o seu próprio estúdio, Sani Maikatanga Photography.
O seu trabalho documenta a cultura do norte da Nigéria: festas, cavaleiros e durbars, mercados, artesanato, paisagens e vida quotidiana. O seu tema mais conhecido é o Festival de Pesca de Argungu, no estado de Kebbi, onde milhares de pescadores entram ao mesmo tempo no rio. O festival remonta a 1934, quando nasceu como gesto de paz entre o califado de Sokoto e o reino de Kebbi, e realiza-se no rio Matan Fada. A sua fotografia Fishers on the Run, tirada no festival, ganhou em 2022 o concurso fotográfico do Global Landscapes Forum Africa por votação do público, e foi descrito como a primeira pessoa de Kano a vencê-lo. Um relato data a imagem do festival de 2020.
O festival não se realiza todos os anos. Quando a 61.ª edição voltou em fevereiro de 2026, depois de uma longa interrupção causada pela insegurança, a agência AFP distribuiu as fotografias de Maikatanga através da Getty Images, o que deu a conhecer o seu olhar sobre o rio a um público internacional.
Como olhar para o seu trabalho: o tema é ao mesmo tempo a multidão e a paisagem; procure a forma como as pessoas enchem o rio ou a estrada, e a luz sobre a água ou o pó, em vez de retratos isolados. Uma publicação regional incluiu-o entre oito fotógrafos que mudam a maneira como o norte da Nigéria é retratado.
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