Pintora · Egito
Effat Nagy
Effat Nagy (1905-1994), cujo nome também se escreve Naghi, foi uma pintora egípcia de Alexandria e uma das primeiras artistas egípcias a obter reconhecimento. Irmã do pintor pioneiro Mohamed Naghi, desenvolveu com o marido, o folclorista e artista Saad El-Khadem, uma arte nascida das crenças populares, da magia e dos amuletos do Egito, incluindo assemblages em técnica mista. O Museu de Saad El-Khadem e Effat Nagy, no Cairo, guarda a sua obra.
Atualizado a 2 min de leitura
Effat Nagy nasceu em Alexandria em 1905 numa família culta; o irmão mais velho, Mohamed Naghi (1888–1956), cerca de vinte anos mais velho do que ela, pintor, advogado e diplomata, foi um dos fundadores da pintura egípcia moderna. Em 1945 casou com o investigador, escritor e pintor Saad El-Khadem. Em 1947, quando o irmão foi nomeado diretor da Academia do Egito em Roma, começou ali a formação formal, estudando fresco e escultura durante três anos na Accademia di Belle Arti com Ferruccio Ferrazzi. Em 1949, em Paris, conheceu o pintor cubista francês André Lhote, e a partir daí afastou-se da pintura académica tradicional.
A sua obra inicial era figurativa, mas o seu estilo evoluiu dos temas clássicos para composições geométricas singulares, muito influenciadas pelo património faraónico, pelas tradições populares egípcias e pelas ciências ocultas. Com o marido, artista e investigador das tradições populares egípcias, estudou as crenças populares, a magia e os objetos da religião do quotidiano: amuletos, talismãs, símbolos do antigo Egito e coptas. Os seus quadros transformaram-nos em composições densas e misteriosas cheias de sinais e figuras, e começou a fazer assemblagens que incluíam pedaços de madeira pintada antiga e amuletos verdadeiros.
Como olhar para uma Effat Nagy: leia primeiro a geometria. As figuras são partidas em formas planas e a composição é dividida em zonas, de modo que o quadro se lê como um diagrama ou um feitiço; depois veja os sinais de cada zona e pergunte quais pertencem a que tradição. Esta leitura é própria deste site.
Expôs no Egito e no estrangeiro, e o Mathaf de Doa e a Dalloul Art Foundation (Dafbeirut) registam a sua obra. Morreu a 3 de outubro de 1994 em Alexandria. Legou a casa ao governo egípcio, e tornou-se o Museu de Saad El-Khadem e Effat Nagy, que guarda 24 das suas pinturas e 34 do marido.
Onde ver a obra
O Museu de Saad El-Khadem e Effat Nagy é o primeiro lugar a visitar; não conseguimos confirmar a morada nem o horário, por isso confirme antes de viajar. A entrada de enciclopédia do Mathaf e as páginas da coleção Dafbeirut mostram mais obras. Veja as pintoras e pintores Inji Aflatoun e Hussein Bicar, as mulheres artistas africanas e a nossa lista de pintores africanos.


